CONVENÇÕES & ACORDOS COLETIVOS DE TRABALHO

 

 

SALÁRIOS:

 

 

CLÁUSULA PRIMEIRA                   REAJUSTE SALARIAL

Reajuste de 7,20% (sete inteiros e vinte centésimos por cento), a partir de 1º de setembro de 2000, sobre os salários e demais verbas de natureza salarial praticadas no mês de agosto/2000, em cada banco, sendo compensáveis todas as antecipações concedidas no período de setembro/1999 a agosto/2000, exceto os aumentos reais e os decorrentes de promoção, transferência, equiparação salarial e término de aprendizagem. Este percentual abrange o período de 1º.09.1999 a 31.08.2000.

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Na hipótese de empregado admitido após 1º.09.99, ou em se tratando de banco constituído e em funcionamento depois desta data, o reajuste será calculado de forma proporcional em relação à data de admissão, com preservação da hierarquia salarial e respeitados os paradigmas quando existentes.

PARÁGRAFO SEGUNDO                Não serão consideradas as verbas que tiverem regras próprias nesta Convenção, para efeito de aplicação dos reajustes previstos nesta cláusula.

 

CLÁUSULA SEGUNDA    SALÁRIO DE INGRESSO

Durante a vigência desta Convenção, para a jornada de 6 (seis) horas, nenhum bancário poderá ser admitido com salário inferior aos seguintes valores:

a)            Pessoal de Portaria, Contínuos e Serventes:

                                                                              R$ 343,69 (trezentos e quarenta e três reais e sessenta e nove centavos)

b)            Pessoal de Escritório:

                                                                              R$ 502,34  (quinhentos e dois reais e trinta e quatro centavos)

c)            Tesoureiros, Caixas e outros empregados de Tesouraria, que efetuam pagamentos ou recebimentos:

                                                                              R$ 502,34 (quinhentos e dois reais e trinta e quatro centavos)

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Na contratação de estagiário sem vínculo empregatício, como admitido em Lei, será observado o salário de ingresso estabelecido nesta cláusula, na proporção das horas de sua jornada de trabalho.

PARÁGRAFO SEGUNDO                Quando o salário resultante da aplicação do reajuste previsto na cláusula primeira for de valor inferior ao salário de ingresso aqui estabelecido, prevalecerá, como novo salário, a partir de 1º de setembro de 2000, o valor mínimo previsto nesta cláusula.

 

CLÁUSULA TERCEIRA   SALÁRIO APÓS 90 DIAS DA ADMISSÃO

Os empregados que tenham ou venham a completar 90 (noventa) dias de banco, não poderão perceber remuneração inferior aos seguintes valores:

a)            Pessoal de Portaria, Contínuos e Serventes:

                                                                              R$ 378,56 (trezentos e setenta e oito reais e cinquenta e seis centavos)

b)            Pessoal de Escritório:

                                                                              R$ 552,81 (quinhentos e cinquenta e dois reais e oitenta e um centavos)

c)            Tesoureiros, Caixas e outros empregados de Tesouraria, que efetuam pagamentos ou recebimentos:

                                                                              R$ 552,81 (quinhentos e cinquenta e dois reais e oitenta e um centavos)

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Os Tesoureiros, Caixas e outros empregados de Tesouraria perceberão mensalmente a remuneração total mínima de R$ 781,16 (setecentos e oitenta e um reais e dezesseis centavos), nesta compreendidos o Salário de Ingresso, a Gratificação de Caixa previstos nesta Convenção, e Outras Verbas pagas a título de ajuda de custo ou abonos de qualquer natureza, não cumulativas com as pré-existentes.

 

PARÁGRAFO SEGUNDO                Os empregados que completarem 90 (noventa) dias de banco até o dia 15 (quinze) de cada mês, receberão o novo salário, previsto no "caput" desta cláusula, a partir do dia 1º deste mesmo mês. Os que completarem 90 (noventa) dias após o dia 15 (quinze) do mês, farão jus ao novo salário a partir do dia 1º do mês seguinte.

 

PARÁGRAFO TERCEIRO               As regras desta cláusula aplicam-se igualmente aos estagiários sem vínculo empregatício.

 

CLÁUSULA QUARTA                      ADIANTAMENTO DE 13º SALÁRIO

Aos admitidos até 31 de dezembro de 2000, os bancos pagarão, até o dia 30 de maio de 2001, metade do salário do mês, a título de adiantamento da Gratificação de Natal, relativa ao ano de 2001, salvo se o empregado já o tiver recebido por ocasião do gozo de férias.

PARÁGRAFO ÚNICO                      O adiantamento da Gratificação de Natal previsto no § 2º, do artigo 2º, da Lei nº 4.749, de 12 de agosto de 1965 e no artigo 4º, do Decreto nº 57.155,  de  3 de novembro de 1965, na forma estabelecida no "caput" desta cláusula, aplica-se, também, ao empregado que requerer o gozo de férias para o mês de janeiro de 2001.

 

CLÁUSULA QUINTA                       SALÁRIO DO  SUBSTITUTO

Durante a vigência desta Convenção, ao empregado admitido para a função de outro dispensado, será garantido salário igual ao do empregado de menor salário na função, sem considerar vantagens pessoais.

 

ADICIONAIS SALARIAIS:

 

CLÁUSULA SEXTA                          ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO

É fixado o Adicional por Tempo de Serviço de R$ 9,02  (nove reais e dois centavos) mensais, por ano completo de serviço, ou que vier a completar-se na vigência da Convenção Coletiva de Trabalho, ao mesmo empregador, respeitando-se os critérios mais vantajosos.

 

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Aos empregados admitidos a partir de 23.11.2000, nos bancos submetidos ao cumprimento do que dispõe a Cláusula Sétima desta Convenção Coletiva de Trabalho, não será concedido o Adicional por Tempo de Serviço.

 

PARÁGRAFO SEGUNDO                O Adicional previsto nesta Cláusula deverá ser sempre considerado e pago destacadamente do salário mensal.

 

CLÁUSULA SÉTIMA                        OPÇÃO POR INDENIZAÇÃO DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO

O empregado admitido até 22.11.2000 poderá optar, junto ao banco, por uma das disposições abaixo:

a)       receber indenização em valor único de R$ 1.100,00 (um mil e cem reais) para não ter agregados novos adicionais a partir da data da opção, ou

b)       continuar mantendo o direito a novos adicionais em suas datas de aniversário de tempo de serviço, prestado ao mesmo empregador, nas condições da Cláusula Sexta desta Convenção.

parágrafo primeiro               A opção mencionada acima deverá ser formalizada por escrito.

 

PARÁGRAFO SEGUNDO                Enquanto não for feita a opção constante do caput desta Cláusula, o empregado admitido até 22.11.2000, continuará mantendo o direito a novos adicionais em suas datas de aniversário de tempo de serviço, prestado ao mesmo empregador, nas condições da Cláusula Sexta desta Convenção Coletiva.

 

PARÁGRAFO terceiro               Optando o empregado pelo recebimento da indenização, o pagamento pelo banco será procedido observando-se as seguintes condições:

a)                   Quando a opção for feita junto ao banco até o dia 10 (dez), o crédito será efetuado até a data da folha de pagamento do mês;

b)                  Quando a opção for feita junto ao banco após o dia 10 (dez), o crédito será efetuado até a data da folha de pagamento do mês seguinte;

 

Parágrafo quarto                  Não haverá supressão ou extinção dos Adicionais por Tempo de Serviço adquiridos até a data da opção prevista na letra “a” do  caput desta Cláusula.

 

Parágrafo quinto    O Adicional por Tempo de Serviço, previsto nas Cláusulas Sexta e Sétima, terá seu valor reajustado na data base da categoria, pelo mesmo índice de correção dos salários constante de Convenção Coletiva de Trabalho e deverá ser sempre considerado e pago destacadamente.

 

Parágrafo sEXTO                      A presente Cláusula não se aplica aos Bancos que foram excluídos do Plebiscito, cabendo-lhes a aplicação da Cláusula Sexta. O cumprimento, ou não, desta Cláusula, aos empregados do BANPARÁ, será definida por tratativas entre o Banco e  o Sindicato Profissional da sua sede social.

 

PARÁGRAFO SÉTIMO                    a) Texto aplicável às entidades profissionais vinculadas à CNB/CUT.

A inclusão desta cláusula na Convenção Coletiva de Trabalho foi aprovada através de Plebiscito Nacional realizado nos dias 6, 7 e 8.12.2000, tendo como resultado 61% de votos SIM e 39% de votos NÃO, conforme ata assinada pelos Sindicatos Profissionais e os Sindicatos Patronais da categoria, que passa a integrar, para todos os efeitos, esta Convenção Coletiva de Trabalho.

b) Texto aplicável às entidades profissionais vinculadas à CONTEC – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito

               A inclusão desta Cláusula na Convenção Coletiva de Trabalho foi aprovada através de Plebiscito Nacional realizado nos dias 6, 7 e 8.12.2000, conforme ata assinada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito – CONTEC, que passa a integrar, para todos os efeitos, esta Convenção Coletiva de Trabalho.

 

CLÁUSULA OITAVA                       ADICIONAL DE HORAS EXTRAS

As horas extraordinárias serão pagas com o adicional de 50% (cinqüenta por cento).

               

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Quando prestadas durante toda a semana anterior, os bancos pagarão, também, o valor correspondente ao repouso semanal remunerado, inclusive  sábados e feriados.

 

PARÁGRAFO SEGUNDO                O cálculo do valor da hora extra será feito tomando-se por base o somatório de todas as verbas salariais fixas, entre outras, ordenado, adicional por tempo de serviço, gratificação de caixa e gratificação de compensador.

 

CLÁUSULA NONA                           ADICIONAL NOTURNO

A jornada de trabalho em período noturno, assim definido o prestado entre as vinte e duas horas e seis horas, será  remunerada com acréscimo de 35%  (trinta e cinco por cento) sobre o valor da hora diurna, ressalvadas as situações mais vantajosas.

 

CLÁUSULA  DÉCIMA                      INSALUBRIDADE / PERICULOSIDADE

Quando houver laudo pericial acusando existência de insalubridade ou periculosidade em postos de serviços bancários localizados em empresas, será concedido aos bancários neles lotados o adicional previsto na legislação vigente.

               

PARÁGRAFO ÚNICO                                     Por ocasião da cessação do contrato individual de trabalho, os bancos fornecerão ao empregado que tenha exercido suas funções nas condições do “caput” desta cláusula, além dos documentos exigidos por lei, atestado de saúde.

 


 

GRATIFICAÇÕES:

 

CLÁUSULA

DÉCIMA PRIMEIRA                     GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO

O valor da Gratificação de Função, de que trata o § 2º do artigo 224, da Consolidação das Leis do Trabalho, não será inferior a 55% (cinqüenta e cinco por cento), à exceção do Estado do Rio Grande do Sul, cujo percentual é de 50% (cinqüenta por cento), sempre incidente sobre o salário do cargo efetivo acrescido do adicional por tempo de serviço, já reajustados nos termos da cláusula primeira, respeitados os critérios mais vantajosos e as demais disposições específicas previstas nas Convenções Coletivas de Trabalho Aditivas.

 

CLÁUSULA

DÉCIMA SEGUNDA                          GRATIFICAÇÃO DE CAIXA

Fica assegurado aos empregados que efetivamente exerçam e aos que venham a exercer, na vigência da presente Convenção, as funções de Caixa e Tesoureiro o direito à percepção de R$ 155,03 (cento e cinquenta e cinco reais e três centavos) mensais, a título de gratificação de caixa, respeitando-se o direito dos que já percebem esta mesma vantagem em valor mais elevado.

 

PARÁGRAFO PRIMEIRO               A gratificação prevista nesta cláusula não é cumulativa com a gratificação de função estabelecida na cláusula anterior.

               

PARÁGRAFO SEGUNDO                A presente disposição compreende, também, os Caixas encarregados de recebimento de pedágio.

 

CLÁUSULA

DÉCIMA TERCEIRA                         GRATIFICAÇÃO DE COMPENSADOR DE CHEQUES

Aos empregados que exercem a função de Compensador de Cheques, quando estiverem credenciados pela Câmara de Compensação do Banco do Brasil S.A., enquanto no exercício efetivo de tais funções, os bancos pagarão a importância mensal de R$ 51,38 (cinquenta e um reais e trinta e oito centavos), a título de gratificação de compensador de cheques, observadas as condições mais amplas previstas nas Convenções Coletivas de Trabalho Aditivas.

               

PARÁGRAFO ÚNICO                      Os que já percebem esta gratificação e não estejam credenciados pela Câmara de Compensação do Banco do Brasil S.A., continuarão a recebê-la, enquanto no exercício efetivo da função.

 

AUXÍLIOS:

 

CLÁUSULA

DÉCIMA QUARTA                            AUXÍLIO REFEIÇÃO

Os bancos concederão aos seus empregados auxílio refeição no valor de R$ 9,18 (nove reais e dezoito centavos), sem descontos, por dia de trabalho, sob a forma de tíquetes refeição ou tíquetes alimentação, facultado, excepcionalmente, o seu pagamento em dinheiro, ressalvadas as situações mais favoráveis relacionadas às disposições da cláusula e seus parágrafos, inclusive quanto à época de pagamento.

               

PARÁGRAFO PRIMEIRO               O auxílio refeição será concedido, antecipada e mensalmente, até o último dia útil do mês anterior ao benefício, à razão de 22 (vinte e dois) dias fixos por mês, inclusive nos períodos de gozo de férias e até o 15º (décimo quinto) dia nos afastamentos por doença ou acidente de trabalho. Nos casos de admissão e de retorno ao trabalho do empregado no curso do mês o auxílio será devido proporcionalmente aos dias trabalhados. Em qualquer situação não caberá restituição dos tíquetes já recebidos.

 

PARÁGRAFO SEGUNDO                Os bancos que concedem auxílio semelhante aos seus empregados, mediante o fornecimento de refeição, poderão optar pela concessão aqui assegurada, por intermédio do sistema de refeições-convênio credenciado para tal fim, pelo Ministério do Trabalho.

               

PARÁGRAFO TERCEIRO               Os empregados que, comprovadamente, se utilizarem de forma gratuita ou subsidiada dos restaurantes do banco não farão jus à concessão do auxílio refeição.

               

PARÁGRAFO QUARTO                  O empregado poderá optar, por escrito e com a antecedência mínima de 30 (trinta) dias, por tíquete alimentação, sendo possível mudar a opção após o transcurso de 180 dias.

 

PARÁGRAFO QUINTO                   O auxílio, sob qualquer das formas previstas nesta cláusula, não terá natureza remuneratória, nos termos da Lei nº 6.321 de 14 de abril de 1976, de seus decretos regulamentadores e da Portaria GM/MTb nº 87, de 28.01.97 (D.O.U. 29.01.97).

 

CLÁUSULA

DÉCIMA QUINTA                             AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO             

Os bancos concederão aos seus empregados, cumulativamente com o benefício da cláusula anterior,  Auxílio Cesta Alimentação, no valor mensal de R$ 145,00 (cento e quarenta e cinco  reais), sob a forma de 4 (quatro) tíquetes, no valor de R$ 36,25 (trinta e seis reais e vinte e cinco centavos) cada um, junto com a  entrega do Auxílio Refeição previsto na cláusula anterior, observadas as mesmas condições estabelecidas no seu “caput” e §§ 1º e 5º.

 

PARÁGRAFO PRIMEIRO               O Auxílio Cesta-Alimentação é extensivo à empregada que se encontre em gozo de licença-maternidade.

 

Parágrafo segundo                O empregado afastado por acidente do trabalho ou doença, faz jus à cesta alimentação, por um prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados do primeiro dia de afastamento do trabalho.

 

Parágrafo TERCEIRO               Este auxílio não será devido pelo banco que já concede outro similar, com valor no mínimo equivalente, respeitados critérios mais vantajosos.

 

CLÁUSULA

DÉCIMA SEXTA                                AUXÍLIO CRECHE/AUXÍLIO BABÁ

Os bancos reembolsarão aos seus empregados, até o valor mensal de R$ 113,10 (cento e treze reais e dez centavos), para cada filho, até a idade de 83 (oitenta e três) meses, as despesas realizadas e comprovadas, mensalmente, com o internamento deste em creches ou instituições análogas de sua livre escolha. Reembolsarão, também, nas mesmas condições e valor, as despesas efetuadas com o pagamento da empregada doméstica/babá, mediante a entrega de cópia do recibo desta, desde que tenha seu contrato de trabalho registrado em Carteira de Trabalho e Previdência Social e seja inscrita no INSS.

 

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Quando ambos os cônjuges forem empregados do mesmo banco o pagamento não será cumulativo, obrigando-se os empregados a designarem, por escrito, ao banco, o cônjuge que deverá perceber o benefício.

 

PARÁGRAFO SEGUNDO                O "auxílio creche" não será cumulativo com o "auxílio babá", devendo o beneficiário fazer opção escrita por um ou outro, para cada filho.

 

PARÁGRAFO TERCEIRO               A concessão da vantagem contida nesta cláusula está em conformidade com os incisos XXV e XXVI do artigo 7º da Constituição Federal e com a Portaria do Ministério do Trabalho nº 865, de 14 de setembro de 1995 ( DOU, Seção I, de 15/09/95), e  atende, também, ao disposto nos §§ 1º e 2º do Artigo 389 da CLT, da Portaria nº 1, baixada pelo Diretor Geral do Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho, em 15.01.1969 (DOU de 24.01.1969), bem como da Portaria nº 3.296, do Ministério do Trabalho (DOU de 05.09.1986), com as alterações introduzidas pela Portaria Mtb nº 670, de 20.08.97 (D.O.U de 21.08.97). Os reembolsos aqui previstos atendem, também, os requisitos exigidos pelo Regulamento da Previdência Social (Decreto Lei nº 3048, de 06.05.99, na redação dada pelo Decreto 3265, de 29.11.99) em seu artigo  214, parágrafo 9º, incisos XXIII e XXIV.

 

CLÁUSULA                       

DÉCIMA SÉTIMA                              AUXÍLIO  FILHOS  EXCEPCIONAIS OU DEFICIENTES FÍSICOS

Idênticos reembolsos e procedimentos previstos na cláusula Auxílio Creche/Auxílio Babá, estendem-se aos empregados ou empregadas  que tenham "filhos excepcionais" ou "deficientes físicos que exijam cuidados permanentes", sem limite de idade, desde que tal condição seja comprovada por atestado fornecido pelo INSS ou instituição por ele autorizada, ou, ainda, por médico pertencente a Convênio mantido pelo banco.

 

CLÁUSULA

DÉCIMA OITAVA                             AUXÍLIO EDUCAÇÃO

Os bancos pagarão o Salário-Educação diretamente aos seus empregados, de qualquer idade, para indenizar, nos limites do art. 10, do Decreto nº 87.043, de  22.03.82, com a redação dada pelo Decreto nº 88.374, de 07.06.83, pelo Decreto nº 91.781, de 15.10.85 e, ainda, nos termos das Leis nº 9.424/96, de 24.12.96 (DOU, de 26.12.96) e nº 9.766/98, de 18.12.98 (DOU, de 19.12.98) e alterações posteriores, as despesas com sua educação de 1º grau e as despesas havidas com seus filhos em estabelecimentos pagos, com idade entre 7 e 14 anos, mediante a comprovação exigida pelas respectivas normas reguladoras.

 

PARÁGRAFO PRIMEIRO               A partir do dia 19 de setembro de 1996, data da edição da Medida Provisória nº 1518-1 (D.O.U., de 18.10.96, seção 1, pág. 21260/61), e reedições posteriores, convertida nas Leis nº 9.424/96, de 24.12.96 (DOU, de 26.12.96) e nº 9.766/98, de 18.12.98 (DOU, de 19.12.98) que alteram a legislação que rege o Salário-Educação, os alunos regularmente atendidos, como beneficiários das modalidades de ensino fundamental, quer regular, quer supletivo, na forma da legislação em vigor, continuam a ter, desde 1º de janeiro de 1997, o benefício assegurado, vedados novos ingressos, conforme vier a ser estabelecido pelo Poder Executivo.

 

PARÁGRAFO SEGUNDO                O Salário-Educação não tem caráter remuneratório na relação de emprego e não se vincula, para nenhum efeito, ao salário ou à remuneração percebida pelos empregados no banco (§ 4º do art. 1º do Decreto-Lei nº 1422, de 23.10.75).

               

PARÁGRAFO TERCEIRO               O banco que já concede o benefício, quer diretamente, quer através de entidade de Previdência Privada, da qual seja patrocinador, ficará desobrigado de sua concessão, respeitando-se os critérios mais vantajosos.

 

CLÁUSULA

DÉCIMA NONA                 AUXÍLIO FUNERAL

Os bancos pagarão aos seus empregados auxílio funeral no valor de R$ 303,38 (trezentos e três reais e trinta e oito centavos) pelo falecimento de cônjuge e de filhos menores de 18 anos. Igual pagamento será efetuado aos dependentes do empregado que vier a falecer. Em qualquer das situações será exigível a apresentação do atestado, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o óbito.

 

Parágrafo Único                                     O banco que já concede o benefício, quer diretamente, quer através de entidade de Previdência Privada, da qual seja patrocinador, fica desobrigado de sua concessão, respeitando-se os critérios mais vantajosos.

 

CLÁUSULA VIGÉSIMA   AJUDA PARA DESLOCAMENTO NOTURNO

Para ressarcimento de despesas com transporte de retorno à residência, os bancos pagarão aos seus empregados  credenciados pela Câmara de Compensação do Banco do Brasil S.A, que participem de sessão de compensação em período por esta Convenção considerado noturno, e aos Investigadores de Cadastro, ajuda para deslocamento, por mês efetivamente trabalhado, a importância de R$ 31,67 (trinta e um reais e sessenta e sete centavos), a título de ajuda para deslocamento noturno, respeitando-se o direito dos que já percebam esta mesma vantagem em valor mais elevado.

 

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Igual ajuda para deslocamento noturno será concedida aos empregados  cuja jornada de trabalho termine entre meia-noite e seis horas.

 

PARÁGRAFO SEGUNDO                Dado seu caráter indenizatório, a ajuda de custo para deslocamento noturno não integra o salário dos que a percebem.

               

PARÁGRAFO TERCEIRO               O disposto nesta cláusula não prejudicará os empregados que recebem a ajuda de custo de transporte independentemente do horário de prestação de trabalho.

               

PARÁGRAFO QUARTO                 O banco que já fornece condução não poderá substituí-la pela verba desta cláusula.

               

PARÁGRAFO QUINTO                   A ajuda para deslocamento noturno prevista nesta cláusula será cumulativa com o benefício do vale-transporte.

 

 

CLÁUSULA

VIGÉSIMA PRIMEIRA                     VALE-TRANSPORTE

Os bancos concederão  o vale-transporte, ou o seu valor correspondente por meio de pagamento antecipado em dinheiro, até o quinto dia útil de cada mês, em conformidade com o inciso XXVI, do artigo 7º, da Constituição Federal e com a Portaria do Ministério do Trabalho nº 865, de 14 de setembro de 1995 ( DOU, Seção I, de  15/09/95), e, também, em cumprimento às disposições da Lei nº 7418, de 16 de dezembro de 1985, com a redação dada pela Lei nº 7619, de 30 de setembro de 1987,  regulamentada pelo Decreto nº 95.247, de 16 de novembro de 1987, e, ainda, em conformidade com  a decisão do C. TST no Processo TST-AA-366.360/97.4 (AC. SDC), publicada no DJ 07.08.98, seção 1, p. 314. Cabe ao empregado comunicar, por escrito, ao banco, as alterações nas condições declaradas inicialmente.

 

PARÁGRAFO ÚNICO                      Tendo em vista o que dispõe o parágrafo único do artigo 5º da Lei 7418, de 16 de dezembro de 1985, o valor da participação dos bancos nos gastos de deslocamento do empregado será  equivalente à parcela que exceder a 4% (quatro por cento) do seu salário básico.

 

ABONO DE FALTAS AO SERVIÇO:

 

CLÁUSULA

VIGÉSIMA SEGUNDA                      ABONO DE FALTA DO ESTUDANTE

O empregado estudante terá abonada sua falta ao serviço e considerada como dia de trabalho efetivo, para todos os efeitos legais, nas seguintes condições:

a)         Nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior (Lei nº 9471, de 14.07.97 - D.O.U. 15.07.97). A comprovação se fará mediante à apresentação da respectiva inscrição e do calendário dos referidos exames, publicados pela imprensa ou fornecidos pela própria escola.

b)        Nos dias de prova escolar obrigatória, mediante aviso prévio de 48 (quarenta e oito) horas, desde que comprovada sua realização em dia e hora incompatíveis com a presença do empregado ao serviço. A comprovação da prova escolar obrigatória deverá ser efetuada por meio de declaração escrita do estabelecimento de ensino.

 

CLÁUSULA

VIGÉSIMA TERCEIRA     AUSÊNCIAS LEGAIS

Ficam ampliadas as ausências legais previstas nos incisos I, II, III e IV do artigo 473 da CLT, e acrescidas outras, respeitados os critérios mais vantajosos, nos seguintes termos:

I - 4 (quatro) dias úteis consecutivos, em caso de falecimento de cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, comprovadamente, viva sob sua dependência econômica;

II  -  5 (cinco) dias úteis consecutivos, em virtude de casamento;

III - 5 (cinco) dias consecutivos, ao pai,  garantido o mínimo de 3 (três) dias úteis, no decorrer da primeira semana de vida do filho;

IV  - 1 (um) dia para doação de sangue, comprovada;

V   - 1 (um) dia para internação hospitalar, por motivo de doença de esposa, filho, pai ou mãe;

VI  - 2 (dois) dias por ano para levar filho ou dependente menor de 14 anos ao médico, mediante comprovação, em até 48 (quarenta e oito) horas, após.

VII -  nos termos da Lei nº 9.853, de 27-10-99 (DOU 28-10-99), quando o empregado tiver que comparecer a juízo.

               

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Para efeito desta cláusula sábado não será considerado dia útil.

               

PARÁGRAFO SEGUNDO                Entende-se por ascendentes  pai, mãe, avós, bisavós, e por descendentes,  filhos e netos, na conformidade da lei civil.

 

 

 

PROTEÇÃO AO EMPREGO:

 

CLÁUSULA

VIGÉSIMA QUARTA                        ESTABILIDADES PROVISÓRIAS DE EMPREGO

Gozarão de estabilidade provisória no emprego, salvo por motivo de justa causa para demissão:

a) gestante: A gestante, desde a gravidez, até 60 (sessenta) dias após o término da licença-maternidade;

b) alistado: O alistado para o serviço militar, desde o alistamento até 30 (trinta) dias depois de sua desincorporação ou dispensa;

c) doença :   Por 60 (sessenta) dias após ter recebido alta médica, quem, por doença,  tenha ficado afastado do trabalho,  por tempo igual ou superior a 6 (seis) meses contínuos;

d) acidente:     Por 12 (doze) meses após a cessação do auxílio doença acidentário, independentemente da percepção do auxílio acidente, consoante artigo 118 da Lei 8213, de 24.07.1991;

e) pré-aposentadoria:          Por 12 (doze) meses imediatamente anteriores à complementação de tempo para aposentadoria pela Previdência Social, os que tiverem o mínimo de 5 (cinco) anos de vinculação empregatícia com o banco;

f) pré-aposentadoria:          Por 24 (vinte e quatro) meses imediatamente anteriores à complementação de tempo para aposentadoria pela Previdência Social, os que tiverem o mínimo de 28 (vinte e oito) anos de vinculação empregatícia ininterrupta com o mesmo banco. Para a mulher, será mantido o direito à estabilidade pelo prazo de 24 (vinte e quatro) meses imediatamente anteriores à complementação de tempo para aposentadoria pela Previdência Social, desde que tenha o mínimo de 23 (vinte e três) anos de vínculo empregatício ininterrupto com o mesmo banco;

g) pai:     O pai, por 60 (sessenta) dias após o nascimento do filho, desde que a certidão respectiva tenha sido entregue ao banco no prazo máximo de 15 (quinze) dias, contados do nascimento;

h) gestante/aborto: À gestante, por 60 (sessenta) dias, em caso de aborto comprovado por atestado médico.

 

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Quanto aos empregados na proximidade de aposentadoria, de que trata esta cláusula, deve observar-se que:

I  -           aos compreendidos na alínea "e", a estabilidade provisória será adquirida a partir do recebimento, pelo banco, de comunicação do empregado, escrita e protocolada, sem efeito retroativo, de reunir ele as condições previstas, apresentando os documentos comprobatórios, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, após o banco os exigir;

II -           aos abrangidos pelas alíneas "e" e "f", a estabilidade não se aplica aos casos de demissão por força maior comprovada, dispensa por justa causa ou pedido de demissão, e se extinguirá se não for requerida a aposentadoria imediatamente após completado o tempo mínimo necessário à aquisição do direito a ela.

 

PARÁGRAFO SEGUNDO                Na hipótese de a empregada gestante ser dispensada sem o conhecimento, pelo banco, de seu estado gravídico, terá ela o prazo de 60 dias, a contar da comunicação da dispensa, para requerer o benefício previsto na alínea "a" desta cláusula, sob pena de perda do período estabilitário suplementar ao previsto no artigo 10, inciso II, letra "b", do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

CLÁUSULA

VIGÉSIMA QUINTA                         OPÇÃO PELO FGTS, COM EFEITO RETROATIVO

Manifestando-se o empregado, optante ou não, pelo regime do FGTS, por escrito, no sentido de exercer o direito de opção retroativa especificado nas Leis nºs 5.958/73 e 8.036/90, e Decreto nº 99.684, de 08.11.90, artigos 4º e 5º, não poderá opor-se o banco, que, no prazo máximo de 48 horas, deverá encaminhar a declaração à Caixa Econômica Federal, para a regularização da opção retroativa.

               

PARÁGRAFO ÚNICO                                     A opção retroativa do FGTS, na forma da presente cláusula, não implicará prejuízo relativamente aos direitos trabalhistas e previdenciários do empregado e ao benefício de abono complementar de aposentadoria, previsto no regulamento do banco.

 

BENEFÍCIOS:

 

CLÁUSULA                                         COMPLEMENTAÇÃO DE AUXÍLIO-DOENÇA

VIGÉSIMA SEXTA            PREVIDENCIÁRIO e AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO

Em caso da concessão de auxílio-doença previdenciário ou de auxílio-doença acidentário pela Previdência Social, fica assegurada ao empregado complementação salarial em valor equivalente à diferença entre a importância recebida do INSS e o somatório das verbas fixas por ele percebidas mensalmente, atualizadas.

               

PARÁGRAFO PRIMEIRO               A concessão do benefício previsto nesta cláusula observa as seguintes condições:

a)                   será devida pelo período máximo de 24 (vinte e quatro) meses, para cada licença concedida a partir de 1º.09.2000. Os empregados que, em 1º.09.2000, já estavam afastados e percebendo a complementação, farão jus ao benefício até completar 24 (vinte e quatro) meses;

b)                  a cada período de 6 (seis) meses de licença é facultado ao banco submeter o empregado à junta médica, devendo, para isto, notificar o empregado, por escrito, através de carta registrada ou telegrama e, simultaneamente, dar ciência do fato, por escrito, ao sindicato profissional respectivo, solicitando-lhe, ainda, a indicação do médico para compor a junta;

c)                   desde que decorridos 12 (doze) meses da concessão da complementação e constatado pela junta médica que o empregado está em condições de exercer normalmente suas funções, a complementação deixará de ser paga pelo banco, mesmo que não tenha recebido alta médica do INSS;

d)                  recusando o empregado a se submeter à junta médica, a complementação deixará de ser paga pelo banco, mesmo que  não tenha recebido alta do INSS.

 

PARÁGRAFO SEGUNDO                A junta médica será composta por 2 (dois) médicos, sendo um de livre escolha do banco, e outro, por este escolhido, dentre o mínimo de 2 (dois) médicos indicados pelo sindicato profissional. Decorridos 20 (vinte) dias da solicitação por escrito da formação da junta médica, a não indicação de médico para compor a junta, por uma das partes, resultará no reconhecimento,  para todos os efeitos, do laudo do médico indicado pela outra parte.

               

PARÁGRAFO TERCEIRO               Além de pagar o profissional por ele indicado, o banco arcará com as despesas do médico por ele escolhido dentre os indicados pelo sindicato profissional, até o limite da tabela da Associação Médica Brasileira - AMB.

 

PARÁGRAFO QUARTO                  Na ocorrência de pareceres divergentes entre os médicos da junta, será indicado, de comum acordo entre o banco e o sindicato, um terceiro médico, para o desempate, cujas despesas de contratação serão de responsabilidade do banco, até o limite da tabela da Associação Médica Brasileira - AMB.

               

PARÁGRAFO QUINTO                   Quando o empregado não fizer jus à concessão do auxílio-doença, por não ter ainda completado o período de carência exigido pela Previdência Social, receberá a complementação salarial nas condições dos §§ 1º e 2º, desde que  constatada a doença por médico indicado pelo banco.

               

PARÁGRAFO SEXTO                                     A complementação prevista nesta cláusula será devida também quanto ao 13º salário.

               

PARÁGRAFO SÉTIMO                    O banco que já concede o benefício supra, quer diretamente, quer através de entidade de Previdência Privada da qual seja patrocinador, fica desobrigado de sua concessão, respeitando-se os critérios mais vantajosos.

               

PARÁGRAFO OITAVO                   O banco fará o adiantamento do auxílio doença previdenciário ou auxílio doença acidentário ao empregado, enquanto este não receber da Previdência Social o valor a ele devido, procedendo ao acerto quando do respectivo pagamento pelo órgão previdenciário, que deverá ser comunicado, imediatamente, pelo empregado. Na ocorrência da rescisão do contrato de trabalho, por iniciativa do empregado, ou por iniciativa do banco, respeitados os períodos de estabilidades provisórias, e, havendo débitos decorrentes do adiantamento referido, o banco efetuará a correspondente compensação nas verbas rescisórias.

 

PARÁGRAFO NONO                                      Não sendo conhecido o valor básico do auxílio doença a ser concedido pela Previdência Social, a complementação salarial deverá ser paga em valores estimados. Se ocorrerem diferenças, a mais ou a menos, deverão ser compensadas no pagamento imediatamente posterior.

               

PARÁGRAFO DÉCIMO                   O pagamento previsto nesta cláusula deverá ocorrer junto com o dos demais empregados.

 

CLÁUSULA

VIGÉSIMA SÉTIMA                          SEGURO DE VIDA EM GRUPO

O banco arcará com o ônus do prêmio de seguro de vida em grupo, quando por ele mantido, em favor do empregado, no período em que estiver em gozo de auxílio doença pela Previdência Social, durante a vigência desta Convenção e desde que não

esteja percebendo a complementação salarial de que trata a cláusula anterior.

 

 

CONDIÇÕES DE TRABALHO:

 

CLÁUSULA

VIGÉSIMA OITAVA                         INDENIZAÇÃO POR MORTE OU INCAPACIDADE

DECORRENTE DE ASSALTO

Em conseqüência de assalto ou ataque, consumado ou não o roubo, a qualquer de seus departamentos, a empregados ou a veículos que transportem numerário ou documentos, os bancos pagarão indenização ao empregado ou a seus dependentes legais, no caso de morte ou incapacidade permanente, na importância de R$ 45.238,40  (quarenta e cinco mil, duzentos e trinta e oito reais e quarenta centavos).

               

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Enquanto o empregado estiver percebendo do INSS benefício por acidente de trabalho, decorrente do evento previsto no "caput", sem definição quanto à invalidez permanente, o banco complementará o benefício previdenciário até o montante do salário da ativa, inclusive o 13º salário, salvo se a complementação for paga por outra entidade, vinculada, ou não, ao banco.

               

PARÁGRAFO SEGUNDO                A indenização de que trata a presente cláusula poderá ser substituída por seguro, a critério do banco.

 

PARÁGRAFO TERCEIRO               No caso de assalto a qualquer agência bancária, todos os empregados presentes terão direito a atendimento médico logo após o ocorrido, e será feita comunicação à CIPA, onde houver.

 

CLÁUSULA                                       

VIGÉSIMA NONA                             MULTA POR IRREGULARIDADE NA COMPENSAÇÃO

As multas decorrentes de falhas nos serviços de compensação de cheques e as taxas de devolução ficarão por conta dos bancos e não poderão ser descontadas dos empregados.

 

 

CLÁUSULA TRIGÉSIMA UNIFORME

Quando exigido ou previamente permitido pelo banco, será por ele fornecido, gratuitamente, o uniforme do empregado.

 

CLÁUSULA

TRIGÉSIMA  PRIMEIRA  DIGITADORES - INTERVALO PARA DESCANSO

Nos serviços permanentes de digitação, a cada período de 50 (cinquenta) minutos de trabalho consecutivo caberá um intervalo de 10 (dez) minutos para descanso, não deduzido da jornada de trabalho, nos termos da NR 17 da Portaria MTPS nº 3751, de 23.11.1990.

 

LIBERDADE SINDICAL:

 

CLÁUSULA

TRIGÉSIMA  SEGUNDA  FREQÜÊNCIA LIVRE DO DIRIGENTE SINDICAL

Fica assegurada a disponibilidade remunerada dos empregados investidos de mandato sindical - efetivos e suplentes - que estejam no pleno exercício de suas funções na Diretoria, Conselho Fiscal e Delegados Representantes junto à Federação, com todos os direitos e vantagens decorrentes do emprego, como se em exercício estivessem, observados porém, para cada entidade, o número de diretores liberados e as condições de aplicação estabelecidas nas Convenções Coletivas de Trabalho Aditivas, e que integram o presente instrumento.

 

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Para efeito de freqüência livre, os Diretores de Entidades Sindicais de Empregados em Estabelecimentos Bancários,  que, em virtude de unificação de bancos dos quais sejam empregados, tenham passado a ser, ou vierem a ser, de um só banco, continuarão a considerar-se como de bancos diferentes, até às eleições seguintes, situação essa que permanecerá no caso de ser mantida a  coincidência em virtude de sua reeleição.

               

PARÁGRAFO SEGUNDO                Na comunicação da freqüência livre ao banco, as entidades indicarão, com menção do banco a cujo quadro pertencer, o nome dos demais diretores a favor dos quais será feita, ou foi feita, a liberação de que trata esta cláusula.

               

PARÁGRAFO TERCEIRO               Durante o período em que o empregado estiver à disposição das entidades, a estas caberá designação de suas férias, mediante a comunicação ao banco empregador para concessão do respectivo adiantamento.

 

CLÁUSULA

TRIGÉSIMA TERCEIRA  QUADRO DE AVISOS

Os bancos colocarão à disposição das entidades profissionais convenentes quadro para afixação de comunicados oficiais de interesse da categoria que serão encaminhados, previamente, ao setor competente do banco, para os devidos fins, incumbindo-se este da sua afixação dentro das vinte e quatro horas posteriores ao recebimento. Não serão permitidas matérias político-partidárias ou ofensivas a quem quer que seja.

 

CLÁUSULA   

TRIGÉSIMA QUARTA                     SINDICALIZAÇÃO

Facilitar-se-á às entidades sindicais profissionais a realização de campanha de sindicalização, a cada 12 (doze) meses, em dia, local e horário previamente acordados com a direção do banco.

 

SAÚDE NO TRABALHO: 

 

CLÁUSULA                        

TRIGÉSIMA QUINTA                       CIPA - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO  DE ACIDENTES

Os bancos encaminharão cópia do ato convocatório de eleições da CIPA, à entidade sindical profissional local, na mesma data da sua divulgação aos empregados.

 

CLÁUSULA       

TRIGÉSIMA SEXTA                         EXAMES MÉDICOS ESPECÍFICOS

O empregado poderá solicitar exames médicos específicos, que serão realizados a critério de médico indicado pelo banco. Os resultados serão fornecidos ao empregado solicitante.

 

CLÁUSULA                        

TRIGÉSIMA SÉTIMA                       POLÍTICA SOBRE AIDS

As partes ajustam entre si a manutenção e continuidade dos trabalhos da comissão paritária, constituida nos termos da Cláusula Trigésima Sétima da Convenção Coletiva de Trabalho 1992/1993 e mantida nos instrumentos subsequentes.

               

PARÁGRAFO ÚNICO                                     É vedado ao banco a exigência de exames médicos para diagnóstico do vírus da doença.

 

CLÁUSULA                                       

TRIGÉSIMA OITAVA                      ASSISTÊNCIA MÉDICA E HOSPITALAR - EM PREGADO DESPEDIDO

O empregado dispensado sem justa causa, a partir de 1º.09.2000, poderá usufruir dos convênios de assistência médica e hospitalar contratados pelo banco, pelos períodos abaixo especificados, contados do último dia de trabalho efetivo e determinados conforme tempo de casa, mantidas as condições do plano ao qual se vincula o empregado, respeitadas as situações mais favoráveis.

 

Vínculo Empregatício com o Banco

Período de Utilização do Convênio

Até 5 (cinco) anos

  60 (sessenta) dias

Mais de  5 (cinco) até 10 (dez)   anos

  90 (noventa) dias

Mais de 10 (dez)   até 20 (vinte) anos

180 (cento e oitenta) dias

Mais de 20 (vinte) anos

270 (duzentos e setenta)  dias

 

PARÁGRAFO ÚNICO                                      Os empregados dispensados, sem justa causa, até 31 de agosto de 2000, estão abrangidos pelas condições previstas na Convenção Coletiva de Trabalho 1999/2000.

 

CLÁUSULA 

TRIGÉSIMA NONA                          ACIDENTES DE TRABALHO

Os bancos remeterão aos sindicatos profissionais convenentes, mensalmente, as Comunicações de Acidentes de Trabalho - CATs.

 

CLÁUSULA

QUADRAGÉSIMA                             COMISSÃO DE SEGURANÇA BANCÁRIA

As partes ajustam entre si a manutenção e continuidade dos trabalhos da Comissão de Segurança Bancária, constituída pela Cláusula Quadragésima Terceira da Convenção Coletiva de Trabalho 1991/1992 e mantida nos instrumentos subsequentes.

 

CESSAÇÃO DO CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO:

 

CLÁUSULA                                        PRAZO PARA HOMOLOGAÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL

QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA
                                                                              Quando exigida pela lei, o banco se apresentará perante o órgão competente, para a homologação da rescisão contratual dos empregados e pagamento das parcelas decorrentes,  até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato, ou dentro de dez dias contados da data da notificação da demissão,  quando da ausência do aviso prévio, de sua indenização ou da dispensa do seu cumprimento. Fica ressalvada a hipótese de abandono de emprego.

 

PARÁGRAFO PRIMEIRO               Se excedido o prazo, o banco, até sua apresentação para homologação, pagará ao ex-empregado importância igual à que este receberia se vigorasse o contrato de trabalho.

               

PARÁGRAFO SEGUNDO                Não comparecendo o empregado, o banco dará do fato conhecimento à entidade profissional, mediante comprovação do envio ao empregado, com a antecedência mínima de 3 (três) dias,  de carta ou telegrama de notificação do ato, o que o desobrigará do disposto no parágrafo anterior.

               

PARÁGRAFO TERCEIRO               Comparecendo o empregador,  mas não o empregado para a homologação, o órgão homologador dará comprovação da presença do banco nesse ato. É admitida a homologação com ressalva.

 

PARÁGRAFO QUARTO                  Quando a homologação for realizada perante os sindicatos profissionais, o banco lhe pagará a importância de R$ 1,93 (um real e noventa e três centavos), por homologação, a título de ressarcimento de despesas administrativas.

               

PARÁGRAFO QUINTO                   As disposições desta cláusula não prevalecerão em face de norma legal mais vantajosa sobre a matéria.

 

CLÁUSULA                    

QUADRAGÉSIMA SEGUNDA        FÉRIAS PROPORCIONAIS

O empregado com menos de 1 (um) ano de serviço, que rescindir espontaneamente o seu contrato  de trabalho, fará jus a férias proporcionais de 1/12 (um doze avos) para cada mês completo de efetivo serviço ou fração superior a catorze dias.

CLÁUSULA

QUADRAGÉSIMA TERCEIRA       CARTA DE DISPENSA

A demissão imposta pelo empregador será comunicada ao empregado por escrito.

 

 

APLICAÇÃO E REVISÃO CONTRATUAL:

 

CLÁUSULA

QUADRAGÉSIMA QUARTA          MULTA POR DESCUMPRIMENTO DA CONVENÇÃO COLETIVA

Se violada qualquer cláusula desta Convenção, ficará o infrator obrigado a pagar a multa no valor de R$ 10,95 (dez reais e noventa e cinco centavos), a favor do empregado, que será devida, por ação, quando da execução da decisão judicial que tenha reconhecido a infração, qualquer que seja o número de empregados participantes.

 

CLÁUSULA                                       

QUADRAGÉSIMA QUINTA      CONDIÇÕES ESPECÍFICAS - TERMOS ADITIVOS

As partes ajustam que as condições específicas, aplicáveis aos bancários da base territorial das entidades firmatárias, estão formalizadas em Convenções Coletivas de Trabalho Aditivas, as quais fazem parte integrante da presente Convenção, para todos os efeitos legais.

 

DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS:

 

CLÁUSULA

QUADRAGÉSIMA SEXTA              COMPLEMENTAÇÃO DE PAGAMENTO

As diferenças salariais e de outras verbas referentes aos meses de setembro, outubro e novembro de 2000, decorrentes desta Convenção, serão pagas na folha de pagamento do mês de novembro de 2000. As diferenças do  auxílio cesta-alimentação e do auxílio refeição serão satisfeitas até o dia 05.12.2000.

 

PARÁGRAFO ÚNICO                                      Os empregados demitidos a partir de 02.08.2000 receberão as diferenças, após o dia  05.12.2000, no prazo de 10 (dez) dias da data de sua solicitação escrita ao banco.

 

 

CLÁUSULA

QUADRAGÉSIMA SÉTIMA            INDENIZAÇÃO ADICIONAL

O empregado dispensado sem justa causa, com data de comunicação da dispensa entre o dia 1º.11.2000 e o dia 31.3.2001, não computado, para este fim, o prazo do aviso prévio indenizado, fará jus a uma indenização adicional, nos valores abaixo discriminados. Para os efeitos desta cláusula, o empregado com data de comunicação de dispensa anterior a 1º.11.2000, mesmo que o período de aviso prévio coincida ou ultrapasse esta data, não faz jus à indenização adicional.

 

Vínculo Empregatício com o Banco

Indenização Adicional

Até 5 (cinco) anos

1 (um) valor do aviso prévio

Mais de 5 (cinco) até 10 (dez)   anos

1,5 (um e meio) valor do aviso prévio

Mais de 10 (dez)  até 20 (vinte) anos

2 (dois) valores do aviso prévio

Mais de 20 (vinte) anos

3 (três)  valores do aviso prévio

 

CLÁUSULA

QUADRAGÉSIMA OITAVA           REQUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

No período de vigência desta Convenção Coletiva de Trabalho, o banco arcará com despesas realizadas pelos seus empregados dispensados sem justa causa a partir de 1º.09.2000, até o limite de R$ 452,00 (quatrocentos e cinquenta e dois reais), com Cursos de Qualificação e/ou Requalificação Profissional, ministrados por empresa, entidade de ensino ou entidade sindical profissional, respeitados critérios mais vantajosos.

 

PARÁGRAFO PRIMEIRO               O ex-empregado terá o prazo de 90 (noventa) dias, contados da data da dispensa, para requerer ao banco a vantagem estabelecida.

 

PARÁGRAFO SEGUNDO                O banco efetuará o pagamento, diretamente à empresa ou entidade, após receber, do ex-empregado, as seguintes informações: identificação da entidade promotora do curso, natureza, duração, valor e forma de pagamento do curso.

 

PARÁGRAFO TERCEIRO              O banco poderá optar por fazer o reembolso ao ex-empregado.

 

PARÁGRAFO QUARTO                  Os empregados dispensados até 31.08.2000, estão abrangidos pelas condições da Convenção Coletiva de Trabalho 1999/2000.

 

CLÁUSULA

QUADRAGÉSIMA NONA               COMISSÕES PARITÁRIAS

As partes ajustam entre si a manutenção da Comissão Paritária de Saúde do Trabalho e da Comissão Paritária sobre Terceirização.

 

CLÁUSULA

QUINQÜAGÉSIMA            COMISSÕES TEMÁTICAS

Além das Comissões Paritárias pré-existentes, ficam também mantidas as seguintes Comissões Paritárias, para discutir e convencionar os temas abaixo:

a)            acordo extrajudicial;

b)            funcionamento das agências em horários especiais;

c)            jornadas especiais;

d)            custo de agências pioneiras;

e)            compensação de horas extras;

f)             7ª e 8ª horas;

g)            auxílio educacional;

h)            gratificação semestral;

i)                     estratégias de geração de emprego.

 

CLÁUSULA

QUINQÜAGÉSIMA

PRIMEIRA                                           IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

O Sindicato apresentará resultado de pesquisa sobre o tema, abrindo discussões entre as partes.

CLÁUSULA

QUINQÜAGÉSIMA

SEGUNDA  VIGÊNCIA

A presente Convenção Coletiva de Trabalho terá a duração de 1 (um) ano, de 1º de setembro de 2000 a 31 de agosto de 2001.

 

                                São Paulo (SP), 18 de  dezembro de 2000

                                              (seguem assinaturas)